CAIO: sete décadas na liderança em carroceria de ônibus!

“SETENTA ANOS DA MARCA CAIO”

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No inicio dos anos de 1900 as jardineiras eram construídas sobre chassis importados da Europa, sendo que as primeiras carrocerias eram de estrutura de madeira de lei. Do pioneirismo e saga dos Irmãos Grassi (procedentes da Itália), o “Mamãe-me-leva” registra a história do primeiro produto coletivo a ser produzido em escala industrial (isto no ano de 1924). Desta escola, após 20 anos como projetista, o imigrante e descendente da pequena Cerignola na Itália, José Massa fundaria em 19 de dezembro de 1945 a encarroçadora CAIO. Em sociedade com José e Octacílio Piedade Gonçalves – irmãos e proprietários de uma revenda Ford da região leste de SP, iniciavam numa área de 3 mil metros quadrados (na Avenida Celso Garcia, bairro da Penha) a construção de carrocerias de ônibus (ainda de madeira). Num trabalho tipicamente artesanal, levaram trinta dias para concluir a primeira unidade… já era o ano de 1946.

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O nome CAIO…

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Um cliente dos Gonçalves e cidadão norte americano, sugeria a identificação e inclusão da palavra “americana”, ainda que genuinamente brasileira, codificando como América do Sul o nome da nova empresa: CAIO Companhia Americana Industrial de Ônibus. Com determinação e pujança, Massa se dedicaria integralmente às atividades industriais na pequena fábrica. Em 1958 transfere a empresa para a Rua Guaiaúna, 550 – Zona Leste, no bairro da Penha – eram 24 mil metros quadrados de área fabril. Como braço direito e defensor das idéias do patriarca, o filho, Luiz Massa adquire experiência e acompanha, principalmente nos Estados Unidos, o mercado de carrocerias no melhor país do mundo. Nasce então o primeiro ônibus de estrutura metálica: o “Bossa Nova” (no ano de 1959). Produção crescendo em ritmo totalmente industrial, José Massa torna-se majoritário e no comando absoluto da encarroçadora (como linha de produto surge o “Jaraguá” – inovador e de linhas modernas, logo em seguida o rodoviário “Corujet”). Com apoio do Governo Federal e da SUDENE, a CAIO monta a primeira fábrica de ônibus no Norte/Nordeste em Jaboatão, PE a filial CAIO NORTE (1966).

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CAIO: torna-se especialista em carrocerias urbanas.

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Seu produto urbano do momento é o “Bela Vista” (fabricado em 1966 e com alguns exemplares ainda intactos pelo tempo rodando pelo Brasil afora..). Em 1970, apresenta o “Jubileu de Prata” (rodoviário em comemoração a passagem dos 25 anos da empresa). Constrói o primeiro micro ônibus (“Caio Verona” – 1968 no chassi Mercedes-Benz 608D) e o grande sucesso de vendas e produção: urbano “Gabriela” (1973). Três anos mais tarde compra a encarroçadora Metropolitana no Rio – para adquirir tecnologia na fabricação do ônibus de alumínio, consolidando então como a maior indústria de carrocerias urbanas da América Latina (surge o modelo “Itaipu” e em 77 o micro “Carolina”). José Massa não vê o grande salto da empresa (falecendo em 1978), seguidamente o seu filho Luiz. Com a grande perda, assume o controle da Caio o executivo Ruggero Cardarelli, José Roberto Massa, José Massa Neto e Cláudio Regina.

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O grande desafio estava por vir no ano de 1980 – com a venda da Única (empresa que fazia a ligação SP x RJ pertencente ao grupo), ampliando assim os negócios, construindo na cidade paulista de Botucatu um belíssimo parque industrial (lá nasce o “Amélia” – urbano). Novos produtos vão confirmando o sucesso e a certificação da encarroçadora: 1981 apresenta o “Gabriela Articulado” (primeiro no gênero no país) além de alavancar as vendas e impulsionar seu sistema produtivo. Os modelos: micro “Carolina II” e o rodoviário “Corcovado” (ambos em 1982), depois o “Aritana” e as versões “Amélia II” e “Squalo” (rodoviário de luxo em 1984 – numa tentativa de entrar para o seleto grupo das carrocerias rodoviárias) complementam a linha de produção. Em 1986 agita o mercado com o “Vitória” (consolidação das vendas e exportação, principalmente para a América Latina) – opcionalmente construído em ferro e alumínio (e o “Carolina III” – micro do ano de 1987) com grande aceitação pelos frotistas nacionais.

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Com novos mercados, projeta-se para o México (monta seu primeiro monobloco: “Beta”) na tentativa de explorar o mercado internacional e mostrar seus modernos conceitos construtivos. Para a década de 90, a carroceria “Alpha” (1994) inaugura uma nova fase na empresa – encerraria a utilização dos nomes femininos em suas carrocerias.

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No entanto, após mais de 50 anos de atividades, a gigante CAIO absorve as fortes oscilações econômicas, que sempre acompanharam as empresas brasileiras e, recuada nas limitações administrativas, anuncia em 1999 a concordata daquela que é a maior fabrica de ônibus urbano do país. Preocupações com o mercado surgem ainda os modelos “Millennium” (2000) e “Apache S21” (2001) – ambos urbanos, finalizando a produção da CAIO, que passaria a ter controle gestor de um dos seus maiores clientes, o Grupo Ruas (com nova denominação Induscar).

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Ao todo, a CAIO produzia até o processo do acordo em questão, mais de 59 mil carrocerias, registrando assim um marco na produção de ônibus, iniciada em dezembro de 1945 por José Massa. Com a nova diretoria e gestão a CAIO-INDUSCAR apresenta o novo “Apache VIP” urbano, o rodoviário “Giro 3200” [2003] para a linha rodoviária (seguido da versão “3400” e “3600” de 2004) e ainda nos modelos: “Atilis” [2007], “Mini Foz”  [2008], “Foz Super” [2009] e “Foz” [2013]. Um moderno conceito é imposto na carroceria “Millennium” – que ganharia uma nova atualização visual e com detalhes específicos.

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A CAIO-INDUSCAR apresenta para complementar a participação no segmento de fretamento e turismo o “Solar” [2013]. Com a forte atuação no segmento urbano apresenta a encarroçadora paulista o maior modelo urbano do mundo: o bi-articulado “Top-Bus” de 28 m de comprimento (e ainda o novo “Millennium” – editado em 2011 na terceira fase e com o articulado de 18 m que recebeu o batismo de “Mondego HA” e ainda a série: “L”, “LA” e “H” de 2005). Também graças à expansão e modernidade de chassis nacionais e as concepções atualizadas dos processos de mobilidade urbana, a CAIO-INDUSCAR destaca o superarticulado de 23 m de comprimento na edição “Millennium BRT” [BRT Bus Rapid Transit de 2012].

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Em dezembro de 2015 a encarroçadora paulista com fábrica em Botucatu completa sete décadas como a maior fabricante de carrocerias de ônibus do Brasil e uma das maiores do mundo: entre 1945 até 1999 foram fabricadas 59255 carrocerias na antiga administração e desde a nova diretoria [Induscar] somam-se como dados produtivos e mensurados pela FABUS de 96346 unidades [Jan/2000 – Nov/2015].

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Na totalização resultando 155601 ônibus fabricados.​ [Texto: Jornalista Helio Luiz de Oliveira MTb 69429SP – Fotos/Imagens: CAIO-Induscar/Marketing/CDO Clube do Design de Ônibus – Arquivo/Inbus Transport/FotoFrotista/Sergio Lopes/Elias Marques/Adamo Bazani/NOP-Bus/AutomotivePress]

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