A maior cidade do País conta com 500 km!

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A cidade de SP conta agora com 500,3 km de faixas destinadas para os coletivos urbanos. A informação é da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego – gestor municipal que administra o transito da capital. “As faixas exclusivas têm tido um papel fundamental no processo de democratização do viário, seja por atender os passageiros, que tiveram uma redução de quatro horas por semana em suas viagens, seja por contribuir para organizar o fluxo do trânsito em geral, já que as faixas delimitam os espaços para os respectivos veículos” – afirmou o secretário Tatto. Lembrando ainda até 2012, a cidade possuía somente 90 km de faixas exclusivas. A meta da prefeitura de SP em administração atual é de alcançar 150 km de corredores até o final de 2016. Os novos corredores são: da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini [com 3,3 km de extensão ao custo de R$ 45 milhões com recursos do PAC – Concluído], Corredor de ônibus Inajar de Souza, zona Norte [concluído no início de fevereiro/2016], Corredor de Ônibus da M’Boi Mirim, na zona Sul [primeira fase] e o Binário Santo Amaro, zona Sul [em execução]. Somando esses corredores, a capital SP passa ter 63,3 km em obras. Um estudo de 2014 feito pela CET em 59,3  quilômetros de faixas indicou aumento de velocidade média dos ônibus de 12,4 km por hora para 20,8 km/h. O maior ganho foi na faixa da ponte do Jaguaré, na região Oeste, com aumento de 317,3% na velocidade, passando de 10,8 km/h para 44,9 km/h. Na rua Voluntários da Pátria, o aumento de velocidade foi de 269%. As faixas exclusivas melhoraram a velocidade dos ônibus em 140%, de 12,1 km/h para 29,3 km/h na avenida Lins de Vasconcelos, na região sul. Na rua Faustolo, o crescimento na velocidade foi de 50,7%,  e na rua Voluntários da Pátria, os ônibus ficaram 15% mais rápidos, ainda segundo este estudo da CET. [Elias Marques e Adamo Bazani, editores MTb 49162SP e MTb 35521SP, de SP – Foto: NOP-Bus]

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Estudo mundial projeta novos coletivos trólebus para sistema de passageiros!

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Estudos realizados pela BNEF – Bloomberg New Energy Finance destacam que em 2040, as vendas de veículos elétricos de passageiros [os conhecidos trólebus] em todo mundo devem atingir a marca de 41 milhões de unidades, somam-se nesta projeção: carros, utilitários e ônibus. A frota maior de veículos elétricos em 2040 deve poupar um consumo global de 13 milhões de barris por dia de petróleo. A projeção tem como base os atuais números de mercado, os investimentos públicos e privados na área e também o custo das baterias que, de acordo com a consultoria, tem caído significativamente nos últimos cinco anos. De acordo com o estudo, o custo da bateria de íon de lítio, por exemplo, teve uma queda de 65% desde 2010. Em 2015, por exemplo, ficou em média US$ 350 por kilowatt-hora (kWh) de energia armazenada. O estudo prevê que em 2030, este custo fique em torno de US$ 120 por kWh de energia armazenada. A pesquisa sugere assim que, a partir de 2025, carros e ônibus elétricos passarão a ser opções econômicas com custos de aquisição e operação iguais ou inferiores aos veículos movidos com gasolina e óleo diesel. No entanto, esta projeção só deve se tonar realidade em países que incentivam a adoção de frotas de veículos elétricos, tanto para o transporte individual como principalmente para o transporte público. Países como o Brasil, o volume de vendas de veículos elétricos deve ser bem mais modesto. O setor encarou como positiva a medida do governo de isentar, desde outubro de 2015, a taxa de importação, que era de 35%. No entanto, o mercado diz que ideal é o incentivo a produção local. Os dados levam em conta também um cenário no qual o preço do barril do petróleo venha a se recuperar e alcance US$ 70 em 2040. A BNEF desenvolve análises sobre políticas de mudanças de matrizes energéticas, tem escritórios em SP, Londres, Nova York, Pequim, Cidade do Cabo, Hong Kong,  Munique,  Nova Délhi, San Francisco, Cingapura Sydney, Tóquio, Washington DC e Zurique. Ainda de acordo com as projeções, esta frota vai demandar um consumo extra de 1 900 kWh de eletricidade, que correspondem a 8% da demanda global de energia registrada em 2015. A empresa também informou que em 2015, foram vendidas globalmente 462 mil unidades de veículos elétricos, 60% a mais que em 2014. [Adamo Bazzani, editor MTb 35521SP, de SP – Fotos: Divulgação]

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