Números da indústria de ônibus são as causas de um reflexo negativo da economia e as incertezas administrativas do país!

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Os números são da ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores: a produção de ônibus neste primeiro semestre de 2014 acumulou uma queda de 11,1%. Entre janeiro e junho, foram produzidas 19199 unidades, divididos entre microonibus, urbanos, rodoviários e articulados. Já no mesmo período do ano passado, a fabricação de ônibus atingiu 21596 unidades. Na comparação entre junho e maio deste ano, a queda registrada foi de 25,2%. No mês de maio, a indústria brasileira de carrocerias produziu 3388 ônibus e no mês de junho foram apenas 2535 unidades. No acumulado do ano, no Brasil foram então fabricados 16161 ônibus urbanos [queda de 10,2% na comparação com os 18023 urbanos em período de 2013]. Os ônibus rodoviários atingiram 3038 unidades [primeiro semestre deste ano]. Em 2013 as encarroçadoras montaram 3596 produtos, ou seja, 15,5% a menos no comparativo. Em números emplacados de chassis de ônibus destacam-se: Mercedes-Benz: 5710 unidades, seguidos da: MAN/VW: 3499; Agrale: 2550; Volvo: 797, Scania: 448 e Iveco: com 371 veículos. No total a indústria de autoveículos [soma dos automóveis; comerciais leves; caminhões, ônibus e tratores] registrou neste semestre uma queda de 16,8% na produção: 1.566.049 unidades. No mesmo período e semelhante ao ano passado, a indústria nacional produzia então 1.882.823 veículos.

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A ANFAVEA confirma assim que entre janeiro até junho deste ano a contabilização destaca: 1.470.855 unidades somente de autos e comerciais leves. A queda é de 16,8%, quando equiparados ao mesmo numero de meses do ano passado [6x]. A perspectiva é de que com o prolongamento do PSI – Programa de Sustentação do Investimento e com a MP Medida Provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff, a situação traga um pequeno refrigério. Mas a verdadeira questão é evidenciada pela alternativa travada da licitação das linhas interestaduais e internacionais do TRP Transporte Rodoviário de Passageiros e da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, que refletem as incertezas verificadas ainda no início do ano e do próprio ingerenciamento do Governo Federal, vigiados pelo péssimo resultado da economia brasileira e o descontrole inflacionário. [Editorial – Fotos: Arq Inbus Transport/AutomotivePress/Imprensa979]
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