Diesel para frotas de Ônibus: somente o “S-10”

Malagrine

A Petrobras [BR Distribuidora] quer até o final deste ano que o “diesel S-10” seja comercialização pelas distribuidoras em 60% dos postos da bandeira da marca. O combustível [com menor teor de enxofre, ou seja, dez partes por milhão] se tornou obrigatório desde janeiro último [2014] e já abastece 51% da chamada frota ativa do país, ou seja, formada pelas empresas de ônibus e operadores logísticos de carga. A introdução do diesel “S-50” [que se tornou obrigatório em janeiro de 2012] e do atual “S-10’ faz parte da atual legislação para a redução de emissões de poluição do Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente, que implantou a sétima fase do Proconve – Programa de Controle de Emissão de Poluentes por Veículos Automotores P 7. Os motores dos coletivos [e caminhões comerciais] estão desde janeiro de 2012 sendo comercializados e fabricados, quando o Governo Federal implantou o Proconve P 7 [modificados e que seguem os padrões internacionais de redução de poluentes Euro V]. Na Europa e seus países integrados já está em comercialização os motores desenvolvidos para a indústria automotiva através da normatização da “Euro 6”. O antigo “diesel S-1800” só é comercializado para máquinas industriais, empresas de mineração e na área ferroviária [locomotivas], sendo que o combustível não pode ser vendido para o setor automotivo. Já o “diesel S-500” [voltado a frotas não urbanas e transportes de cargas em áreas rurais], deve ter vendas reduzidas até ser retirado totalmente do mercado em 2020. Atualmente o Brasil só produz 60% da demanda pelo “diesel S-10” e está longe de ser autossuficiente na produção deste tipo de combustível que permite que os ônibus e caminhões sejam menos poluentes. Os novos veículos como ônibus e caminhões “Euro V” emitem 80% menos materiais particulados e a queda na emissão de NOx [Óxido de Nitrogênio] é de 63%. A Petrobras investiu entre 2005 e 2012, mais de US$ 14,5 para implantação e produção do novo diesel “S-10” no Brasil. Entre 2013/2017, devem ser aplicados US$ 7 bilhões para o aumento da qualidade do óleo diesel no país. [Helio L Oliveira, editor MTb 69429SP, de SP – Foto: Divulgação]

Anúncios

Mais verbas federais para agilizar a mobilidade nacional. Com novas cidades são contempladas.

DSCN4124

O Governo Federal está liberando um financiamento e verbas públicas para obras de mobilidade urbana e que passam a ser disponíveis para municípios que possuam entre 400 mil e 700 mil habitantes. A presidente Dilma Rousseff anunciou a liberação de R$ 50 bilhões para financiar essas importantes obras sociais de transporte. Estes recursos estavam disponíveis para 25 cidades ou importantes regiões populacionais. O dinheiro vai ser utilizado para melhorar e ampliar as ruas e avenidas, construção de corredores de ônibus comuns, corredores de ônibus rápidos – BRT (Bus Rapid Transit), metrôs, trens, VLTs – Veículos Leves sobre Trilho e monotrilhos. As localidades com 700 mil habitantes ou mais podem atingir até R$ 27 bilhões. Com a mudança do critério do número de habitantes, mais 26 municípios brasileiros podem contar agora com estes recursos.

DSCN5689

Cidades que tenham entre 400 mil e 700 mil habitantes terão o total disponível para financiamentos de R$ 21 bilhões. Capitais como: Rio Branco (AC), Macapá (AP), Vitória (ES), Porto Velho (RO), Florianópolis (SC), Aracaju (SE), Cuiabá (MT) e Boa Vista (RR) estão citados para receberem esses investimentos em mobilidade urbana. Já no estado de SP, podem ter acesso aos financiamentos os municípios de Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba. Em MG, as cidades contempladas: Contagem, Juiz de Fora e Uberlândia. [Eduardo J Oliveira, editor MTb 15675SP, de SP – Fotos: NOP-Bus/Inbus Transport/Imprensa979/AutomotivePress]